Blog do Rodrigo Ghedin

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Rodrigo Ghedin  //  Paranaense, vinte e poucos anos. Formou-se bacharel em Direito mas abandonou as leis para ganhar a vida escrevendo sobre tecnologia. Mais »

Sep 23 / 10:15am

TweetPhoto digivolve para Plixi

Sempre usei, para publicar imagens rápidas no Twitter, o Twitpic. Nem mesmo após a picuinha com o posterous deixei o serviço de lado, mas parece que, enfim, chegou o dia de mudar. E tudo por conta da profunda reformulação pela qual um antigo concorrente, o TweetPhoto, passou. Até o nome mudou, e agora o site atende por Plixi.

Além do Twitter, o Plixi também conversa com o Facebook. Ele tem ares de rede própria, usando Twitter e Facebook apenas como divulgadores, não como razões de existir. Claro que as duas redes externas são vitais para o funcionamento do Plixi, mas depois que o usuário chega a seus domínios, encontra muita coisa legal para se fazer ali.

O que mais me agradou, à primeira vista, foi o visual limpo do site, mesmo com duas propagandas na página de fotos, um superbanner no topo, e um quadrado na barra lateral. Deixando-as de lado, há uniformidade no layout e ícones usados, tudo de muito bom gosto. A área superior, por padrão "perdida" para a publicidade, ganha importância por apresentar, usando Ajax, notificações das ações tomadas no site.

(download)

Além dos habituais comentários a cada imagem, pode-se atribuir os cada vez mais populares "gostei" e "não gostei", favoritá-las, indicar pessoas que estejam na fotografia e espalhá-la via Twitter ou Facebook. Ainda há suporte a geotagging e, no canto inferior direito, um resuminho das atividades relacionadas àquela foto.

Plixi-4

No dashboard, há links para as atividades, suas ("Your Activity") e de seus contatos ("Activity Feeds") — sim, temos que adicionar amigos, tudo de novo. Talvez você não repare, mas o "Events & Places" é uma função muito bacana, presente nas atividades e passível de ser configurada em cada foto submetida. Ao enviar uma foto de um evento, público ou particular, pode-se criar um evento. Outras pessoas que também estão ou estiveram presentes nele podem associar suas imagens ao evento criado, vinculando todas as imagens dentro do serviço. Isso é muito legal tanto em eventos grandes, como shows e festas públicas, quanto em churrascos e festinhas particulares, onde sempre há duas ou mais câmeras.

Na lista de atividades gerais, além das dos seus contatos, existem outras duas: "Everyone", que engloba todas as fotos submetidas ao serviço, e "Celebrities", que contempla imagens da galera (teoricamente) famosa.

Public-activity-feeds-plixi

A interface para envio de fotos, "Upload Photo", é bem simples, e permite não apenas subir uma imagem previamente tirada, mas também uma feita na hora, via webcam. O Plixi aceita os formatos *.jpg, *.jpeg, *.gif, e *.png, e oferece espaços para mensagem, tags, criação de evento/local (opcional) e restrição das redes externas, que se marcada, sobe a foto mas não avisa da atualização no Twitter e/ou Facebook.

Upload-photo-plixi

As opções ("Settings") são bem completas. Dali é possível alterar o email para envio de fotos via dispositivos móveis, definir o padrão para notificações por email e alguns critérios de privacidade. Em "Friends", pode-se convidar contatos do Twitter e Facebook para o Plixi. Só fique atento: o convite no Twitter é feito via DM, detalhe que o site não avisa em ponto algo e que irrita alguns usuários (/cc @rafacst).

No geral, estou gostando bastante do Plixi. O ambiente é bem completo, há várias opções de interatividade e o layout é muito polido. Dá para melhorar, mas no estado atual já se mostra, no mínimo, no mesmo nível do Twitpic.

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Sep 22 / 1:12pm

McAfee lança *yawn* encurtador de URL...

Não gosta da estabilidade, velocidade e recursos extras que poucos conhecem a fundo do bit.ly, ou anda desconfiado do migre.me desde o seu retorno das cinzas? Também não curte nenhum dos outros 3565 encurtadores de URLs? Então, eis um novo competidor: mcaf.ee.

Como o nome entrega, é um produto da McAfee, conhecida empresa de segurança que insiste em encher PCs recém-comprados com versões demonstrativas do seu antivírus. O diferencial? Checagem de links usando a tecnologia Global Threat Intelligence.

O timing da empresa para o lançamento do produto foi muito bom: pós-exploração de uma falha no Twitter que, dentre outros problemas, aproveitava-se do encurtador nativo do microblog, o t.co. Mas, sinceramente, existe demanda para mais um encurtador de URLs? Não me vejo trocando os que uso regularmente, alterando configurações em navegadores e programas, enfim, mudando meu hábito, três anos depois do boom desse nicho.

A perpceção geral também é de indiferença — o "yawn" do título copiei descaradamente do Download Squad. Para coroar o grande lançamento, ele (ainda) é beta, tem um design horrível e por padrão joga na cara do usuário um frame de ~105px no topo da página.

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Sep 12 / 8:54am

História de uma (monótona) vida mobile

Inspirado pelo texto que o Cardoso publicou ontem no Meio Bit, onde ele conta sua história com celulares, achei legal fazer o mesmo. Diferente dele, porém, tive poucos modelos até hoje, já que nunca fui heavy user de telefonia móvel — (des)vantagens de ser um usuário imóvel.

Foram apenas três, então, o texto será curtinho.

LG BD4000 "Sensations"

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Meu primeiro celular, um LG BD4000 Sensations, dado por meus pais em meados de 2003. Naquele tempo tela colorida ainda era luxo restrito ao overhyped Samsung Colors, que até tinha câmera digital, mas era um "módulo" vendido à parte e acoplado no aparelho de um jeito que não me recordo.

O Sensations tinha iluminação azul, um luxo dos aparelhos high-end da época, numa tela com quatro escalas de cinza. Ainda trazia agenda, acessava a Internet via WAP (nunca usei) e outras frescurinhas como toques polifônicos, algo que, me lembro bem, impressionou-me bastante na época. Também era muito pequeno, apesar da antena externa, e tinha um segundo display na tampa muito útil para consultar o relógio.

Fiquei três anos com ele, funcionando bem e em ótimo estado de conservação. Em todo o período, teve apenas uma queda, pelas mãos da minha irmã, o que lhe rendeu um pequeno dano na ponta da tampa. Depois que troquei de aparelho, o BD4000 foi para meu pai, e com ele teve uma sobrevida de menos de um ano...

Sony Ericsson T290i

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Em 2006, dois meses depois de começar a namorar a Heri, senti que era hora de trocar de operadora por motivos financeiros. Como há quatro anos portabilidade numérica era utopia, no comecinho de abril daquele ano fui à loja da TIM com a missão de comprar um novo aparelho.

Estava bastante convicto de que não precisava de um celular caro, afinal, o BD4000 tinha custado uma nota e não fazia nada muito extravagante. Assim, pedi as opções mais baratas à atendente, e fique entre dois da Nokia (1108 e 1600) e esse Sony Ericsson T290i.

Sem pensar muito (falha grotesca, atirem as pedras com vontade), levei o SE T290i. Não tenho muita bagagem, logo o fato de ter sido meu pior celular pode não contar muito, mas acredite: era um aparelho cretino. Lento até na entrada de dados, software ruim demais e cheio de limitações até para um entry-level...

Nokia N82

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Em 2008, estava muito interessado numa câmera digital e, paralelamente, em trocar o medonho T290i. Aproveitando a onda de convergência dos smartphones que começara um pouco antes, pesquisei (agora sim!) vários modelos em busca de um que atendesse as minhas necessidades.

Na reta final desse processo de pesquisa, fiquei entre o Sony Ericsson K850 e o Nokia N82. Optei pelo da Nokia devido à reconhecida qualidade do hardware da empresa, e o fato de ter um sistema operacional "de verdade", o Symbian. Apesar dos pesares (é ruim para os padrões atuais, adianto), o Symbian S60 3rd Edition Feature Pack 1 (eita nomezinho...) segura bem a onda.

Disparado, o melhor dos três. O hardware do N82 é fora de série, tanto que suspeito que sua qualidade acima da média tenha sido fator determinante para a Nokia tê-lo descontinuado tão prematuramente — já ouvi de muita gente o "segura esse contigo porque é raridade" e variações. É um pouquinho grande, mas leve e com design muito requintado. A possibilidade de instalar programas, mesmo os bons do Symbian representando 1% (chutando alto) do total disponível, estende a vida do aparelho. Até hoje, mais de dois anos depois da compra, ele ainda me satisfaz muitíssimo bem, e a bateria, para meu uso, aguenta de três a quatro dias tranquilamente.

Futuro

Quando o N82 quebrar, aí penso num substituto pra ele...

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Sep 10 / 7:32am

Singela melhoria no Vostro 1000

(Ainda não se encheram desses posts sobre notebook do tempo do Windows Vista, né? Então tá ^^ )

Ontem foi um dia altamente emocionante para meu bom e velho Dell Vostro 1000. Declarado morto pela manhã, ressuscitou algumas horas mais tarde graças à simples troca, ou destroca, da bateria. A nova, (teoricamente) de nove células e tudo mais, simplesmente pifou. Investimento perdido, mas... fazer o quê? São os riscos de se comprar componentes de origem chinesa no eBay. Probabilidade de dar merda maior que brincar de roleta russa.

Sem outra alternativa, voltei à bateria original, de seis células. No final de 2007, quando esse computador era novo, ela aguentava bem. Com algumas medidas drásticas, como reduzir bastante o brilho e usar pouco o WiFi, chegava a durar incríveis quatro horas. O tempo foi passando, e hoje a autonomia está longe dos tempos áureos...

Mas, longe quanto, exatamente? Para responder essa dúvida, apelei ao controverso Battery Eater, que conheci através do Zumo e seus muitos testes de portáteis.

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Ora, ora, apenas 35 minutos, dentro do que eu esperava/achava. Não tem jeito: virou desknote mesmo, e, sinceramente, não vou gastar mais com bateria. Já o fiz e não deu certo.

Ainda faltava um upgrade, fruto da última compra de componentes que fiz para o Vostro 1000: o "inverter". Comprei por uma mixaria no eBay um novo, sem ter certeza se era esse mesmo o problema. Ontem, com a valiosa ajuda do Leitaum (na real, ele fez tudo), trocamos o "inverter", e deu certo! Agora sim, posso usar meu notebook com brilho máximo sem que ele fique zunindo, nem apague a tela a cada dois minutos!

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O culpado pelo problema era de fato o "inverter", e ao remover o antigo e analisá-lo, ficou bem claro o motivo: oxidação da placa. Confira, no detalhe:

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Assim, restam apenas o problema da bateria e o trackpad que perdeu muito da sua sensibilidade. São coisas que impedem o uso pleno do notebook, mas que não atrapalham tanto a ponto de justificar o descarte do mesmo. E que esse guerreiro consiga resistir a muitas e muitas outras batalhas :-)

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Sep 9 / 5:32pm

Vostro 1000 voltou à vida

Quando tudo parecia perdido, um comentário salvador do Rael no último post me fez testar a bateria velha, trocada em junho pela importada dos EUA, comprada no eBay.

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Funcionou.

Tudo bem que, com essa mudança, o notebook voltou a ser um desknote, mas antes isso do que desligado indefinidamente.

Confesso que, após constantar prematuramente a ida dessa para uma melhor do Vostro 1000, fui em busca de um substituto. E, sem muita pesquisa, fiquei boquiaberto pelo Lenovo U350 equipado com um Pentium CULV... Tudo em cima, saída HDMI, leve e compacto, mas sem se arrastar como um netbook. Enfim, fica pra próxima.

Minha única frustração com o Vostro 1000, agora, é o fato dele ter deixado de ser portátil, já que a bateria "nova" já era, e de não conseguir executar vídeos em alta definição (1080p), algo que seria bem útil para usar na TV da sala. Mas não dá para ter tudo, e na sua tarefa principal, que é servir de cobaia para programas e experimentos necessários ao site e às matérias da revista, ele cumpre seu papel muito bem.

Acho que hoje o abrirei para tentar trocar o "inverter". Nos deseje sorte.

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Sep 9 / 1:52pm

RIP Vostro 1000

Em fevereiro tomei para mim um desafio: aguentar o quanto fosse possível meu notebook, o bom e velho Dell Vostro 1000. Já naquela época ele demonstrava sinais de cansaço. O desempenho não era mais o mesmo de dois anos antes, a bateria não segurava mais carga, e a tela, só funcionava com brilho mínimo.

Na caminhada que se iniciou ali, a primeira providência tomada foi dar um upgrade nas memórias. De 1 GB, passou para 2 GB, o que aliviou bastante a carga que de trabalho do pobre, principalmente depois de atualizar o sistema operacional (saí do Windows XP para o Windows 7).

Em maio, tive uma recaída e quase o troquei por outro notebook. Mas o bom senso falou mais alto, e aproveitando o ensejo, encomendei uma nova bateria e um "inverter" para o monitor. Quase um mês depois, os equipamentos, importados dos Estados Unidos, chegaram. Embora a bateria esteja longe de ser boa, deu de volta ao velho Vostro 1000 sua principal característica: portabilidade.

Conformado no novo uso que dei ao notebook, máquina de testes, hoje pela manhã fazia uns para uma matéria da edição #35 da Revista do Windows, quando, do nada, ele apagou. A princípio achei que fosse mera falta de energia, característica (in)comum da bateria que insistia em apagar de repente mesmo quando ainda havia ~20% de energia restante. Pluguei o carregador, pressionei o botão de ligar, e... nada.

De novo.

Nada.

Nada.

Nada.

NADA!

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Até agora ele está parado, sem dar qualquer sinal de vida. Daqui a três meses completaria três anos de vida, para padrões computacionais da atualidade, era quase um avô. E me dói muito, de verdade, ver essa obsolência programada por parte dos fabricantes em ação. Contra quem busca uma vida econômica e minimalista, ou seja, para quem consegue desviar dos chamarizes dos novos recursos (processadores mais rápidos, telas de LED, memória de sobra, etc), atacam na (curta) vida útil para nos forçar à compra. Uma pena.

Ainda não decidi o que farei. O notebook enquanto máquina de testes estava sendo muito útil, pois permitia a mim manter meu sistema principal, o desktop, livre de programas de teste, beta e outras coisas temporárias que, com o tempo, destroem qualquer sistema. Isso sem falar no uso nas aulas de algoritmos, na universidade, onde apesar do peso e dos problemas, tinha sua utilidade.

Talvez compre um netbook, ou talvez não compre nada. A expectativa de que, daqui a dois anos, esse eventual novo notebook quebrará, é bem desanimadora...

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Sep 8 / 9:36am

Minha frustrante experiência com o novo disco do Interpol

Faz mais de um mês que comprei, em pré-venda mesmo, o novo álbum do Interpol em formato digital. No site oficial, a banda oferece vários bundles, desde o mais simples, apenas com um *.pdf das artes e faixas nos formatos *.mp3 e *.flac, até o mega-ultra-power-combo, com disco, pôster, camiseta e outras coisas que só fã compra. Faz tanto tempo (em unidades internéticas) que fiz a compra que precisei espremer o cérebro para decifrar o que diabos era o TOPSPINMEDI que apareceu na fatura do cartão — esclarecendo, é o sistema usado pela banda para a venda do conteúdo digital.

Na pré-venda, baixei "Lights", primeira música de trabalho do álbum, e o clipe compatível com iPod, que nem assisti pra falar a verdade. Ontem, em pleno feriadão nacional, liberaram o download dos arquivos (menos para quem está no Reino Unido, que só receberá o arquivo dia 14). Todo contente com a boa nova logo pela manhã, fui fazer o download, ora.

112 MB depois, veio a decepção: não sei se o problema é lá ou aqui, mas as músicas vieram todas "bugadas". Por isso, entenda como sem id3tag, falha imperdoável, e com tempo das faixas totalmente zoado. E... bem, acho que é o bastante para acabar com minha empolgação, afinal, nem o scrobbler do Last.fm funciona com essas músicas, por causa do probleminha com o tempo. Sem falar que... então, US$ 12 não é troco de pinga, né?

Interpol_bichado

Baixei de novo. Mesma coisa. Baixei as músicas no formato *.flac. Mesma coisa (ou não; o WMP não lida muito bem com esse formato). Perdi uns trinta minutos tentando entender/consertar as malditas músicas, sem sucesso. Então, resolvi apelar para o suporte.

Sabe qual a surpresa: o email do suporte não existe. No email com os links para download, está explícito, no rodapé:

Enjoy.  (If you have any issues downloading, please contact Customer Support.)

O trecho "contact Customer Support" tem um endereço de email linkado. Mandei duas vezes, recebi isso como "resposta":

Issues_with_mp3_version

Ahhh... sério, depois disso, cansei. Fui no The Pirate Bay e baixei o disco, que por ali veio certinho: arquivos a 320 kbps (como os do site oficial, aliás), id3tag preenchidas corretamente, tudo como manda o figurino.

Agora, questiono: e a pessoa que não sabe baixar um *.torrent? Fica a ver navios? Por essas e outras que gosto tanto da 7digital. Até hoje não tive problemas com o serviço em si, muito menos com os arquivos baixados. Todos vêm perfeitos e padronizados.

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Sep 7 / 6:06pm

Como consegui domar o Google Reader

Junto à eterna luta pela inbox limpa, manter as entradas dos feeds que acompanhamos pelo Google Reader ou outro agregador qualquer é uma das batalhas diárias de quem lida com informação profissionalmente. Nossa velocidade de leitura, na maioria dos cenários, não acompanha a das publicações, então o desnivelamento entre esses dois parâmetros é constante, aumentando mais e mais.

Estava lendo algumas coisas nesse feriadão, quando notei que... hey, o número de entradas não lidas está na casa das dezenas! Dezenas, em se tratando de feeds, é algo que beira a utopia. Normalmente, o que se vê no lugar do contador é aquele turvo e incômodo "+1000 unread items".

Ao me dar conta dessa vitória pessoal, comecei a pensar: o que tenho feito para manter esse padrão? Me questionando isso, imediatamente veio à minha mente algumas medidas e mudanças de comportamento realizadas faz algumas semanas, as quais têm impacto direto no desafogamento da minha conta no GReader. O que venho fazendo talvez não seja possível ou não resolva seu caso, mas mesmo se você for tão diferente de mim assim, pode abrir sua cabeça para soluções alternativas que lhe ajudem a lidar melhor com o fluxo de informações.

Menos é mais

Como edito dois blogs, preciso de informações que:

  1. Nem sempre agregam muita coisa;
  2. São, em boa parte, extremamente efêmeras; e
  3. Repetem-se muito em todos os sites da área.

Agrava a frequência de atualizações de algumas fontes imprescindíveis, capazes de, sozinhas, inflar a lista de itens não lidos de qualquer um.

Como lido com isso todos os dias, o dia todo, removi essas entradas da minha conta. Na realidade, as movi para os favoritos do navegador. Dessa forma, por várias vezes ao dia passeio por todos os endereços que constam ali e faço aquela "leitura de títulos", separando em novas abas (preferencialmente, numa nova janela) o que tem potencial, inclusive agregando posts diversos sobre um mesmo assunto para ter maior embasamento na hora de por a mão na massa.

Outra coisa que ajudou a diminuir a quantidade de feeds foi passar um pente fino em todos eles. Baixei a lei da tolerância zero, e eliminei sites desatualizados há muito tempo ou cujo conteúdo não vinha me agradando recentemente. Como resultado, hoje sigo apenas 104 sites via feed. Ainda é bastante, mas não o suficiente para me vencer na luta leitura vs. publicações.

Dica: Para ver quantos feeds assina no Google Reader, além de outras informações sobre serviços da Google, dê um pulo no Google Dashboard. Mesmo logado, a página pedirá senha novamente, por questões de segurança.

Distribuir para render

Bookmarklets são seus amigos, use-os bastante. A barra de favoritos do meu navegador possui sete bookmarklets, dos quais uso muito, no caso do GReader, três: Delicious, Instapaper e Readability.

Para o Delicious, mando artigos de desenvolvimento e coletâneas de resources. Ícones, dicas de WordPress, páginas que, futuramente, poderei precisar. Com o sistema de tags do próprio Delicious, consigo organizar esse material em poucos tópicos, facilitando encontrar o que quer que eu deseje.

O Instapaper é a maior "descoberta" do ano, e uma das que mais me ajudam a manter o agregador em dia. Textos grandes, que eu definitivamente não gosto de ler na tela do PC, são salvos nessa pequena maravilha moderna. Quando acumulo uma quantidade razoável de itens salvos lá, exporto tudo para um arquivo *.azw, e envio para o Kindle. O processo é indolor, e pode inclusive ser automatizado — conteúdo personalizado sob demanda, via 3G.

Recentemente escrevi um tutorial bem detalhado sobre a dupla Kindle + Instapaper, no Kindinho.

Por fim, o Readability, que já foi tema de post por aqui, é minha opção para leituras médias, aquelas nem tão curtas para serem lidas direto no Reader, nem tão longas a ponto de justificar o uso do Instapaper. Com um clique, esse bookmarklet esperto faz um facelift na página e entrega o texto numa formatação super confortável para a leitura.

Itens que quero compartilhar no Twitter são entregues em conjunto com o compartilhamento via próprio Google Reader, graças ao ótimo Reader2Twitter. Para ajudar, produzi um screencast ensinando a configuração do serviço.

Não deixe para depois...

Conselho de mãe: "não deixe para amanhã o que pode ser feito hoje". A Internet parece nos puxar para o outro lado, o da procrastinação, mas lutar contra e vencer esse problema mostra resultados fantásticos. Não à toa, essa é, talvez, a dica mais importantes de todas. Quanto mais a leitura de um item é postergada, mais demorado será seu consumo.

Aqui a análise de feeds que não valem a pena ler é facilitada. Se um blog publica muito material legal, mas você raramente o lê, por que o acompanha? Feeds sobressalentes e pouco usados no agregador só servem para aumentar a estatística de itens não lidos. Acabe com eles.

Itens compartilhados

O compartilhamento de entradas dentro do próprio GReader é um dos muitos diferenciais dessa ferramenta, mas também pode transformar-se numa cilada, caso a procrastinação impere. Aplique nessa área específica, composta apenas por recomendações de quem você segue, os mesmos princípios informados acima. Como bônus, o trabalho é facilitado, afinal, espera-se que no GReader apenas o que realmente valha a pena seja compartilhado — essa é uma das quatro regrinhas de boa convivência que cunhei há mais de um ano. Se algum contato começar a compartilhar coisas que não agradam, simplesmente pare de segui-lo.

No fim das contas, manter o controle sobre o agregador de feeds, além de tirar um enorme peso da consciência, faz com que você destine maior atenção às entradas que restam. O saldo é positivo, em todos os aspectos.

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Aug 31 / 9:59pm

Blog Day 2010

Quinto ano de Blog Day, e lá vamos nós para mais uma seleção de cinco blogs legais que conheci nos últimos doze meses. As regras são simples e continuam as mesmas:

  1. Find 5 new Blogs that you find interesting
  2. Notify the 5 bloggers that you are recommending them as part of BlogDay 2010
  3. Write a short description of the Blogs and place a link to the recommended Blogs
  4. Post the BlogDay Post (on August 31st) and
  5. Add the BlogDay tag using this link: http://technorati.com/tag/BlogDay2010 and a link to the BlogDay web site at http://www.blogday.org

 [Preguiça de traduzir]

Como só me lembrei pela manhã de que era hoje o grande dia, não pude cumprir o segundo item. Tudo bem. Espero que o pessoal referenciado, de uma forma ou de outra, acabe sabendo que os indiquei em data tão bacana.

Sem mais delongas, minhas indicações.

A Monga e a Executiva: é aquela coisa: causos corporativos, o mundo dos executivos, a tosquice das pessoas. Me agrada muito o tamanho diminuto dos posts — dá para ler vários de uma vez só, sem perder tempo, e mudar de humor (do mau para o bom) na mesma velocidade.

 Home Sweet Home: não é exatamente um blog — tecnicamente, é um tumblelog. Mas, quem se importa? Todos os dias, várias imagens inspiradoras de lugares aconchegantes e diferentes, o que me leva a mudar meu projeto mental da casa própria a longo prazo meio que... todos os dias.

:mnmlist: dicas e alguns toques sobre um estilo de vida mais simples, minimalista, ser mais do que ter, essas coisas. Alguns posts do Leo Babauta me assustam pelo radicalismo da filosofia que ele adota, mas no geral o :mnmlist é uma dose periódica de bom senso num mundo cada vez mais consumista e descartável. Menção honrosa-relacionada: zen habits.

Negócio de menino: um blog "de raíz", escrito pela Luciana Lima. Tem algumas músicas e clipes que ignoro (nem sei se são bons, só não gosto desse tipo de post), mas no geral dali saem posts muito bacanas, dos mais variados temas. A Luciana consegue manter algo que tentei fazer alguns anos atrás: espaço para comentários fechado.

[Por último, fiquei entre dois blogs. Como eles são atualizados num ritmo lento, quase parando, posso considerá-los ambos como um e publicar os dois, né? :-D ]

Esmalte da Semana: outro blog descompromissado, esse da Carol. Além dos textos leves e gostosos de ler, ainda somos brindados com tirinhas incrivelmente bem desenhadas. Questão de tempo até aparecer nos maiores jornais do país!

Paulo Higa: tão criativo para batizar blog pessoal quanto eu, o Paulo nem parece ter a idade que tem. Em meio aos estudos que, daqui, parecem ser pesados, ele ainda arranja tempo para escrever textos completos e muito bacanas sobre Internet e programação no seu blog.

***

Então, é isso. E os seus cinco (ou seis...) blogs do Blog Day 2010, quais são?

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Aug 27 / 4:31pm

Sync, Mesh, Sync, Mesh...

First, the final name of Windows Live Sync is going to be…. Windows Live Mesh. In other words, the sync service that was originally named Windows Live Mesh, but then was renamed Windows Live Sync (when it was combined with the service that was formerly named FolderShare, and later Windows Live Sync), is back to being named Windows Live Mesh.

É inacreditável a confusão de nomes que a Microsoft consegue fazer no Windows Live.

Isso desanima, de verdade...

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